A saúde mental não se limita apenas ao que sentimos
individualmente. Ela é uma rede de fatores relacionados. De acordo com
a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde Mental pode ser
considerada um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, que possibilita o
desenvolvimento de suas habilidades pessoais para responder aos desafios da
vida e contribuir com a comunidade.
O
bem-estar de uma pessoa não depende apenas do aspecto psicológico e emocional,
mas também de condições fundamentais, como saúde física, apoio social,
condições de vida. Além dos aspectos individuais, a saúde mental é também
determinada pelos aspectos sociais, ambientais e econômicos.
A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente
ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental
resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar
que a saúde mental tem características biopsicossociais.
Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a
forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar
do bem-estar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.
SITUAÇÕES DE CRISE
As pessoas em situações de crise podem ser atendidas em
qualquer dispositivo da Rede de Atenção Psicossocial que é
formada por vários serviços de saúde com finalidades e características
distintas. São serviços da rede pública de saúde do SUS que seguem os
princípios fundamentais da universalidade, integralidade e equidade, buscando
proporcionar atendimento acessível, amplo e justo para todos e todas.
Essa Rede é um sistema forte que oferece cuidados em
saúde mental. Isso inclui ações para promover a saúde mental, oferecer
assistência e cuidado, além de ajudar na recuperação e reintegração de pessoas
com sofrimento mental e outros problemas de saúde relacionados ao uso de álcool
e outras drogas.
O estigma não apenas afeta a pessoa que possui necessidades decorrentes de problemas de saúde mental, mas também se estende à sua família, aos serviços destinados a essa questão, à equipe que nelas trabalha, e às diversas formas de tratamento. Este estigma torna-se um obstáculo substancial à recuperação e reabilitação da pessoa, sendo um componente essencial da discriminação enfrentada por aqueles com problemas de saúde mental.
As repercussões são abrangentes,
envolvendo desde a reputação do serviço até a redução de investimentos, o que,
por sua vez, impacta nas condições e na qualidade da equipe. Esse ciclo
negativo resulta em uma deterioração geral da qualidade do serviço, perpetuando
o estigma e criando barreiras para a busca de assistência e ajuda.
Reconhece a importância de
enfrentar esses desafios, promovendo ambientes de
cuidado em saúde mental mais acolhedores. A superação do estigma é crucial para
melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas de saúde mental,
garantir assistência adequada e promover a igualdade no acesso aos serviços de
saúde mental. Apesar de serem condições comuns em todo o mundo, aqueles
que vivem com essas necessidades encontram-se alvo de discriminação e
tratamento diferenciado.
É crucial compreender que a recuperação e o controle de condições de saúde mental é
possível. Entretanto, o estigma persistente e a discriminação
constituem barreiras que dificultam a busca e obtenção do apoio necessário para
o caminho da recuperação e tratamento.
Ao perpetuar atitudes negativas,
o estigma não apenas prejudica o bem-estar emocional das pessoas afetadas, mas
também cria obstáculos significativos à construção de comunidades mais
compreensivas e solidárias.
Nos serviços destinados a saúde
mental, a presença do estigma exerce uma influência significativa, levando
muitas vezes a que a busca por assistência ocorra em estágios avançados do
problema de saúde mental.
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